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ESTIMULAÇÃO HÁPTICA

O sistema háptico ou tato ativo funciona através da exploração ativa do ambiente (estático ou dinâmico), em que há o envolvimento da interpretação dos estímulos espaço-temporais ao se integrar com as diversas classes de mecanorreceptores.

A ferramenta própria utilizada como medidora da informação háptica fornece pistas táteis sobre a posição do corpo em relação ao solo, através de uma combinação de sinais sensoriais de receptores de pele, articulações e músculos em um único sistema para detectar aspectos invariantes do estímulo. Tal sistema de percepção de ação fornece informações sobre forma, textura, movimento e forças (inercial, gravitacional e acelerador) [1].

 

Estudos com diferentes populações, incluindo jovens e idosos com deficiência intelectual, mostraram uma redução na oscilação postural nas tarefas de equilíbrio [2,3,4] e uma redução na velocidade e aceleração do tronco durante a caminhada com o uso de ferramenta não rígida,  [5,6] tal qual a usada no método Fisioterapia Labiríntica 4.0.

Freitas et al. [4] mostraram que um curto período de prática com ferramenta não rígida (60 tentativas) realizadas em 2 dias foi suficiente para observar uma redução na oscilação postural 24 horas depois, quando a tarefa de equilíbrio foi realizada sem a ferramenta não rígida. Essa redução na oscilação postural não foi observada no grupo controle que não utilizou tal ferramenta.

 

Considerando o déficit vestibular e a consequente dificuldade em orientar a cabeça em relação à vertical, o uso de uma ferramenta não rígida pode ser uma estratégia interessante para ajudar a melhorar a orientação corporal, pois fornece pistas táteis sobre a posição do corpo em relação ao solo [7, 8].

 

No método Fisioterapia Labiríntica 4.0, o uso de uma ferramenta não rígida associadas à intervenção típica usada para reabilitar participantes com vestibulopatia periférica crônica, pode melhorar o resultado dessas intervenções. 

Referências

[7] C. Maurer, T. Mergner, B. Bolha and F. Hlavacka,  Vestibular, visual, and somatosensory contributions to human control of upright stance. Neuroscie Lett. 281 (2000), 99-102.

 

[2] E. Mauerberg-deCastro, C.S. Lucena, B.W. Cuba, R.C. Boni, D.F. Campbell and R. Moraes, Haptic stabilization of posture in adults with intellectual disabilities using a nonrigid tool. Adapted Physical Activity Quarterly. 27 (2010),208-225.

 

[3] E. Mauerberg-deCastro, R. Moraes, D.F. Campbell. Short-term effects of the use of non-rigid tools for postural control by adults with intellectual disabilities. Motor Control. 16 (2012),131-143.

 

[4] M.B.Z. Freitas, E. Mauerberg-deCastro, R. Moraes, Intermittent use of an "anchor system" improves postural control in healthy older adults. Gait & Posture. 38 (2013),433-437.

 

 [5] A.A.S. Costa, P.A. Rossi, E. Mauerberg-deCastro and R. Moraes, Haptic information provided by the "anchor system" reduces trunk sway acceleration in the frontal plane during tandem walking in older adults. Neuroscience Letters. 609 (2015),1-6.

 

[6] A.A.D.S. Costa, L.O.D. Santos, E. Mauerberg-deCastro and R. Moraes, Task difficulty has no effect on haptic anchoring during tandem walking in young and older adults. Neuroscience Letters. 666 (2017),133-138.

 

[7] I. Hedayat, R. Moraes, J.L. Lanovaz and A.R. Oates, Different haptic tools reduce trunk velocity in the frontal plane during walking, but haptic anchors have advantages over lightly touching a railing. Experimental Brain Research. 235 (2017), 1731-1739.

 

[8] E. Mauerberg-deCastro, R. Moraes, C.P. Tavares, G.A. Figueiredo, S.C.M. Pacheco and T.D.A. Costa, Haptic anchoring and human postural control. Psychology & Neuroscience. 7 (2014), 301-318.